A vida não é uma corrida curta, mas uma maratona. Começar bem é importante, mas terminar bem é crucial, só que para isso devemos perseverar no ministério, mesmo diante de críticas e dificuldades não podemos desistir, parar ou abandonar a corrida. Paulo compartilha sua vida como exemplo de um ministério duradouro, declarando que combateu o bom combate, terminou a carreira e guardou a fé (2 Timóteo 4:7).
Em Atos 20:22-27, o apóstolo Paulo se despede dos presbíteros de Éfeso e, nesse momento, compartilha palavras de grande importância quando estava sendo guiado pelo Espírito Santo em direção a Jerusalém, sem conhecer o que o esperaria lá, senão prisões e sofrimentos, pois o próprio Espírito Santo lhe revelara. Ainda assim, Paulo não valorizou a sua própria vida, mas priorizou cumprir o ministério confiado por Jesus, testemunhando a graça de Deus. Nos versos 26-27, protesta estar limpo do sangue de todos. Ele fala isso, pois assim como todo cristão, ele tinha um ministério a cumprir, pois todos nós recebemos dons espirituais e fomos chamados a exercer um ministério através desses dons e certamente iremos prestar contas a Deus. Quando Paulo diz que está limpo do sangue de todos, está dizendo que não tem nada a temer quando for prestar contas dos dons que Deus lhe deu, pois jamais deixou de pregar a palavra. Não importa o papel ou a posição que desempenhamos, todos temos a responsabilidade de cumprir o ministério confiado por Deus.
Devemos perseverar até o fim em nossa corrida, priorizando o ministério confiado por Deus e sendo fortalecidos pela graça e poder do Espírito Santo. O ministério não se limita a uma única tarefa, mas permeia todas as áreas da vida, envolvendo serviço prático, encorajamento, compartilhamento da Palavra de Deus e contribuição financeira. Devemos reconhecer e descobrir nosso próprio ministério, não permitindo que obstáculos ou ambições pessoais nos desviem. Assim como o apóstolo Paulo, devemos seguir a direção do Espírito Santo, mesmo diante de desafios e sofrimentos. Devemos nos ver como soldados de Deus, obedecendo às ordens sem desistir. A entrega de nossa vida a Jesus implica enfrentar dificuldades, mas devemos estar dispostos a cumprir o ministério confiado a nós.
Há um modo de vida em muitos de nós que revela que devemos nos comprometer com a igreja apenas quando for conveniente, contribuindo apenas se isso não representar sacrifício; que o correto seria buscar riquezas e conforto para desfrutar de uma vida agradável e somente se sobrar tempo, se envolver como voluntário na igreja, a final apenas alguns poucos extremistas são chamados a abrir mão de tudo, inclusive suas vidas, recursos, conforto e família, a fim de se dedicarem completamente ao ministério. Entretanto, é importante ressaltar as palavras de Jesus registradas em Marcos 8:34-35, onde afirmou que aqueles que desejam segui-Lo devem negar a si mesmos, tomar sua cruz e segui-Lo. Quem busca salvar sua vida, a perderá, mas quem a perder por causa de Jesus e do evangelho, a salvará. Note no texto da bíblia que ao proferir essas palavras, Jesus as direciona à multidão, não aos seus discípulos. Ele chamava a todos para abrirem mão de suas vidas, até mesmo enfrentando a morte, pois tomar a cruz significa estar plenamente comprometido com Jesus, o qual também deixou claro o destino reservado àqueles que O professam, mas possuem um compromisso morno. No livro do Apocalipse, em 3:16, Ele adverte que está prestes a vomitá-los de Sua boca, pois são mornos, nem quentes nem frios.
A Bíblia evidencia que seguir a Jesus significa enfrentar dificuldades em algum nível. Embora talvez não sejamos martirizados, presos ou torturados, como Paulo alertou em 2 Timóteo 3:12, aqueles que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus enfrentarão perseguições. Por isso, ao escrever aos crentes da Galácia, Paulo os exorta a permanecerem firmes na fé, mesmo diante das tribulações necessárias para entrar no Reino de Deus. Em sua carta aos Tessalonicenses, ele recorda que já havia previsto as perseguições que viriam, as quais de fato ocorreram. Diante disso tudo, surge a pergunta sobre por que escolheríamos entregar nossas vidas a Jesus e enfrentar dificuldades e aflições. A resposta é que a alternativa seria viver para nós mesmos, buscando prazeres passageiros deste mundo e, ao final, enfrentar a ira e o julgamento de Deus. No entanto, se entregarmos nossas vidas a Jesus e ao evangelho, estaremos salvando nossas próprias vidas (Marcos 8:35). Ao confiarmos nossa vida a Jesus, não precisamos temer o futuro, pois tudo está nas mãos de Deus.
Assim como o Espírito Santo advertiu Paulo sobre as aflições que o aguardavam, Ele também nos adverte sobre as dificuldades que enfrentaremos. Precisamos viver plenamente para o Senhor a cada dia, confiando que Ele nos dará a graça para suportar as provações, garantindo que não sejam além de nossa capacidade. Podemos contar com a força e a atuação do Espírito Santo em nossas vidas.
Portanto, devemos todos refletir sobre o nosso compromisso enquanto cristãos, não nos contentando com uma fé morna e um envolvimento superficial. Deixemos que a chama do zelo pelo Senhor arda em nossos corações. Tomemos nossas cruzes e sigamos a Jesus com fervor, mesmo diante das adversidades, pois, no fim, aqueles que se entregam completamente ao Senhor serão recompensados e receberão a coroa da vida.
Para viver na luz eterna, dedique-se a Cristo Jesus, confiando Nele em meio às provações. Reconheça o Ministério confiado por Deus e seja um soldado comprometido. Enfrente as aflições com determinação, mantendo o foco no Evangelho da Graça. Testemunhe esse Evangelho em palavras e ações, consciente do impacto que tem sobre os outros. Busque a fidelidade, seguindo o exemplo de Paulo, para ser inocente diante de Deus. Compreenda o propósito da sua jornada e cumpra fielmente o Ministério de proclamar a Graça de Deus. O Evangelho oferece salvação e perdão, mas também adverte aqueles que rejeitam a Cristo. Que nossa vida e palavras testemunhem a soberania de Jesus, e ao terminar nossa corrida, possamos ouvir Dele as palavras "muito bem, servo fiel".
